<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8505499</id><updated>2012-01-13T15:19:34.454Z</updated><title type='text'>Quarto Crescente</title><subtitle type='html'>Ardente e desesperada /
A lua vira em decúbito /
A vinda lenta do espasmo /
Aguça as pontas da lua. /
O poeta afaga-lhe os braços /
E o ventre que se menstrua /
A lua se curva em arco /
Num delírio de luxúria. /
 - Vinicius de Morais - 
</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://quartocrescente.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8505499/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quartocrescente.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>PO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06983343171481819732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8505499.post-2599118882131036457</id><published>2008-09-03T02:23:00.000+01:00</published><updated>2008-09-03T02:24:40.669+01:00</updated><title type='text'>[ ao som de "Cold Cold Heart" | Norah Jones]</title><content type='html'>Forço-me a escrever, porque tenho de desabafar, de dizer alguma coisa, de dar um berro maior que tu, minha pequena, minha doçura de pessoa, meu amor. Estou farto deste tempo que dizes precisar, da tua falta, da tua ausência. Porque imagino mil e uma coisas, nestas noites que também já parecem mil e uma, mas são apenas uma e meia.&lt;br /&gt;Apetece-me falar contigo, mas são as paredes brancas, de um branco que sempre desejaste e eu abominei, que me rodeiam e são minhas companheiras. Elas ouvem tudo mas não falam, ouvem tudo mas não choram, ouvem tudo e ensurdecem-me. Atiro-lhes um copo que as mancha de vermelho sangue, acompanhado por um gemido e finalizado com uma lágrima ou lágrimas, muitas lágrimas.&lt;br /&gt;Olho para uma página em branco, húmida e ensanguentada. Olho para uma página que parecem duas ou três, olho para um mundo vermelho em redor que parece turvo, olho para uma foto e imagino-te aqui. Ao pé de mim, atrás e à frente, a rir, a chorar, a gemer e a gritar, a gostar de ser feliz. Mas essa noite não é hoje. Sei isso.&lt;br /&gt;Trôpego, demasiado se calhar, caio mais uma vez, por cima de um sofá sujo, ouvindo uma música sempre presente demais, como se a realidade fosse uma coisa capaz de invadir corpos e sentimentos, usurpadora de tudo, mesmo dos meus sonhos e pecados, mesmo até de ti. Porque é a realidade desta meia noite de hoje e de toda a de ontem, que te leva para longe de mim, por pretexto de um tempo interminável, que não acredito poder acabar, que sei não ir acabar nunca.&lt;br /&gt;A garrafa está agora longe demais e o copo está partido.&lt;br /&gt;Eu amo-te e tu respondes com uma palavra que não rima com as minhas e muita menos as completa. Dizes que a culpa é só minha. E fecho os olhos – querendo só isso neste momento: fechar os olhos –, tapo os ouvidos e deixo que as paredes caiam em cima de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8505499-2599118882131036457?l=quartocrescente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8505499/posts/default/2599118882131036457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8505499/posts/default/2599118882131036457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quartocrescente.blogspot.com/2008/09/ao-som-de-cold-cold-heart-norah-jones.html' title='[ ao som de &quot;Cold Cold Heart&quot; | Norah Jones]'/><author><name>PO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06983343171481819732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8505499.post-8262156103259786463</id><published>2008-09-03T02:13:00.001+01:00</published><updated>2008-09-03T02:17:24.160+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>[ao som de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fly me to the moon&lt;/span&gt;|Michael Buble ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O POETA E A LUA&lt;br /&gt;Em meio a um cristal de ecos&lt;br /&gt;O poeta vai pela rua&lt;br /&gt;Seus olhos verdes de éter&lt;br /&gt;Abrem cavernas na lua.&lt;br /&gt;A lua volta de flanco&lt;br /&gt;Eriçada de luxúria&lt;br /&gt;O poeta, aloucado e branco&lt;br /&gt;Palpa as nádegas da lua.&lt;br /&gt;Entre as esfera nitentes&lt;br /&gt;Tremeluzem pelos fulvos&lt;br /&gt;O poeta, de olhar dormente&lt;br /&gt;Entreabre o pente da lua.&lt;br /&gt;Em frouxos de luz e água&lt;br /&gt;Palpita a ferida crua&lt;br /&gt;O poeta todo se lava&lt;br /&gt;De palidez e doçura.&lt;br /&gt;Ardente e desesperada&lt;br /&gt;A lua vira em decúbito&lt;br /&gt;A vinda lenta do espasmo&lt;br /&gt;Aguça as pontas da lua.&lt;br /&gt;O poeta afaga-lhe os braços&lt;br /&gt;E o ventre que se menstrua&lt;br /&gt;A lua se curva em arco&lt;br /&gt;Num delírio de luxúria.&lt;br /&gt;O gozo aumenta de súbito&lt;br /&gt;Em frêmitos que perduram&lt;br /&gt;A lua vira o outro quarto&lt;br /&gt;E fica de frente, nua.&lt;br /&gt;O orgasmo desce do espaço&lt;br /&gt;Desfeito em estrelas e nuvens&lt;br /&gt;Nos ventos do mar perpassa&lt;br /&gt;Um salso cheiro de lua&lt;br /&gt;E a lua, no êxtase, cresce&lt;br /&gt;Se dilata e alteia e estua&lt;br /&gt;O poeta se deixa em prece&lt;br /&gt;Ante a beleza da lua.&lt;br /&gt;Depois a lua adormece&lt;br /&gt;E míngua e se apazigua...&lt;br /&gt;O poeta desaparece&lt;br /&gt;Envolto em cantos e plumas&lt;br /&gt;Enquanto a noite enlouquece&lt;br /&gt;No seu claustro de ciúmes.&lt;br /&gt;[Vinicius de Moraes]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8505499-8262156103259786463?l=quartocrescente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8505499/posts/default/8262156103259786463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8505499/posts/default/8262156103259786463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quartocrescente.blogspot.com/2008/09/ao-som-de-fly-me-to-moon-michael-buble.html' title=''/><author><name>PO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06983343171481819732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
